sexta-feira, 12 de julho de 2013

... Só hoje! ♫



Quantas coisas importantes você pode adiar para amanhã se o tempo de hoje não for suficiente para realizá-las? Hoje, vive-se uma era de muita correria, muitos compromissos e fica a sensação que o dia está cada vez mais curto. E num mundo onde o senso de urgência parece presente em cada escolha, que por consequência obrigam você escolher coisas que não serão feitas hoje, o que você deixa para amanhã? Bom, amanhã com certeza é outro dia e poderá encontrar um “tempinho” para fazer isso, não é mesmo?
Tudo bem, mas e se NÃO HOUVER amanhã? 

É normal de todos os seres humanos deixar coisas para depois, mas resolva dizer hoje o quanto as pessoas são importantes. Que essa pergunta ressoe na sua mente: “E se não houver amanhã?”
Hoje se detenha um pouco mais nisso, ouça melhor as ideias das pessoas, observe seus gestos mais simples, guarde bem o tom de voz, o jeito delas e de preferência a música que elas mais gostam. Porque se não houver amanhã, você terá gravado aquele jeito de andar, de correr, de abraçar. Aquele sorriso, aquele jeito de ser, aquelas manias. Hoje faça uma oração pelas pessoas, não tenha pressa. Peça por favor, agradeça, se desculpe, peça perdão, se for necessário. O amanhã é apenas uma promessa. O hoje é presente. 
Queira conhecer seus receios, se aconchegar num abraço e transmitir confiança. Hoje, quando alguém for se afastar de você, segure suas mãos e peça para que fique um pouco mais. As pessoas sempre deixam as palavras gentis para dizer amanhã, carinhos para fazer amanhã, muita atenção para prestar amanhã, mas o amanhã talvez não nos encontre juntos... Não deixe nada pendente!
Registre na memória cada gesto e cada sorriso, pois se a vida levar por caminhos diferentes, você terá essas pessoas sempre contigo, mesmo estando temporariamente separados. Ninguém sabe se o amanhã chegará para nós. Por isso, não deixe para depois e faça tudo HOJE, agora! Mande um e-mail, uma SMS, telefone, escreva... Mas diga para quem é importante na sua vida, o quanto essa pessoa significa para você. Se não houver amanhã, não haverá arrependimento, nem remorso pela oportunidade desperdiçada.
E se não houver amanhã... Que você tenha um bom dia HOJE!


"Se quer ser feliz amanhã, tente hoje mesmo"
(Franklin Roosevelt)

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terça-feira, 21 de maio de 2013

Amar humanamente ou amar divinamente?

“Emily* e Thomas* eram casados há muitos anos, e tinham um filhinho ainda pequeno. Emily era uma mulher linda, uma ótima esposa e dona de casa, uma mãe excepcional, trabalhadora, carinhosa, caprichosa e sempre cuidava de tudo nos mínimos detalhes, sempre pensando em sua família. Como qualquer casal normal, Emily e Thomas também tinham suas diferenças, mas não era nada de muito relevante. Thomas era um bom pai e um bom marido, de uma forma geral. Nunca havia deixado faltar nada de essencial em sua casa, e sempre procurou a felicidade de sua esposa, pois ela fazia de tudo para o ver feliz também.
Passado algum tempo, Thomas reencontrou uma velha amiga de infância que trabalhava num prédio ao lado do seu. E conforme o passar dos dias, os encontros começaram a ser mais frequentes. Thomas passou a tomar café com sua velha amiga no intervalo do trabalho, e percebeu que as coisas entre eles não haviam mudado. Mesmo com o passar dos anos, a amizade e os gostos em comum continuavam ali. No pensamento de Thomas, ele não achava necessário contar à esposa sobre sua amiga. Isso ocasionaria uma crise de ciúmes, discussões, e ele teria de se afastar. Thomas não queria mais se afastar. Ela era legal, bonita, e estava encantada por ele. Ele estava provando pra si mesmo que ainda possuía dentro dele o “poder de conquistar”. 
Essa mulher não tinha todas as qualidades de Emily. Estava apenas encantada por reencontrar aquele amigo que cresceu com ela e relembrar dos momentos bons que passaram juntos na infância. Ela não pretendia casar com Thomas, e nem se submeter a assumir um compromisso com um cara divorciado e que já tinha filhos; isso era demais pra ela. Ainda assim, tomou a decisão de seduzir Thomas, somente para desencargo de consciência. Thomas amava Emily, mas no seu momento de fraqueza, não pensou duas vezes, e a traiu. Pouco tempo depois, Emily descobriu a traição do marido, entrou na justiça, pediu o divórcio e a guarda do filho”. 

Quando paramos para observar esse quadro, não percebemos nada de muito novo. Divórcios passaram a ser cada vez mais comuns, uma vez que as pessoas já podem até realizá-los pela internet, se quiserem. Numa visão feminina, todas concordariam que no lugar de Emily, fariam a mesma coisa. Mas nesse momento, quero levá-los a enxergar essa situação através de uma nova ótica: o amor divino. Vocês já pararam para pensar em quantas vezes nós “traímos” Jesus Cristo no nosso dia a dia? Trocamos o amor Dele, por qualquer coisa... Por músicas, por pessoas, pelo nosso trabalho ou faculdade, pela nossa banda favorita, pela novela, pelo futebol... Agora, vocês já imaginaram se cada vez que traíssemos o Senhor, ele nos pedisse a “separação”, nos rejeitasse, passasse a nos odiar por isso e levasse com Ele de volta todas as bençãos que nos deu durante a vida toda? 
O que falta no mundo atualmente, são pessoas que olhem uns aos outros com os olhos de Cristo. Pessoas que tratem o outro como se fosse o próprio Jesus ali, frente a frente. Pessoas que deem o melhor de si para ver o bem do outro, por mais que ele não mereça. Afinal, nós também não merecemos o amor divino, e mesmo assim, Deus nos amou incondicionalmente. O amor humano não é completo. Ele é falho e superficial. Não perdoa algumas atitudes, se magoa facilmente, se troca por algo melhor e depende das circunstâncias.
O amor divino envolve sim o amor próprio, mas também envolve “oferecer a outra face”, perdoar verdadeiramente. Amar divinamente é um favor não merecido, que não se mede, não cobra e não se agradece... Se retribui. E SIM, há possibilidade de se amar divinamente as pessoas! 
Que Deus coloque em nós amor ao próximo, assim como Ele decidiu nos amar. Que possamos enxergar outros, do mesmo modo que Deus os vê, por mais difícil que seja. 

* Nomes meramente fictícios, escolhidos aleatoriamente.

"Amigos, se foi assim que Deus nos amou,
 então nós devemos nos amar uns aos outros."
(I João 4:11)


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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Crônica do Amor

(Arnaldo Jabor)

     Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
     Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. 
     Você ama aquele petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ele não respondeu. Você gosta de rock e ele de chorinho, você gosta de praia e ele tem alergia a sol, você abomina Natal e ele detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ele tem um jeito de sorrir que a deixa imobilizada, o beijo dele é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ele e ele adora implicar com você. Isso tem nome: você o ama! Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
     Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.


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