UMA CRÔNICA DO DIA 16/12/2011 – SEXTA-FEIRA
Hoje em dia é possível notar o quanto o ser humano às vezes ignora certas situações que são chocantes. E eu pude presenciar duas delas. A primeira foi na porta de um restaurante, onde se encontrava um homem morador de rua. O que me chamou a atenção nele foi o fato de que para cada cliente que entrava naquele estabelecimento ele pedia algo pra comer. A maioria das pessoas dizia a ele que não tinha dinheiro. Até que alguém comprou comida e deu aquele homem. Passado alguns minutos eu passei em frente do mesmo restaurante e lá estava novamente o homem, mendigando alimento.
Isso me fez pensar em algumas coisas... Aquele homem deveria estar tão faminto que só aquele prato de comida não o satisfez completamente. E ele não sabia quando seria sua próxima refeição e nem se teria próxima.
A outra situação aconteceu quando estava chegando ao prédio onde trabalho. Quase em frente, havia um homem que chorava... Era um choro diferente, admito. Tanto que fez com que eu meu olhar se voltasse a ele, que estava sentado no chão. Quando ele levantou a cabeça, percebi que em suas mãos havia uma nota de R$10,00. Aquele homem chorava como uma criança, beijava e sentia o cheiro do dinheiro em suas mãos... Proferia frases de agradecimento a Deus por ter ganhado aquele “presente”.
São coisas que me fazem pensar que enquanto os vereadores da cidade ganham um salário de R$13.000, existem pessoas nas ruas que morrem de fome ou que choram por ganhar R$10,00 para comprar algo e poder se alimentar. Afinal, o que falta no Brasil é a distribuição justa do dinheiro ou o bom senso das pessoas? Mudar a situação do país é um tanto complexo para nós, mas acredito que se cada um fizesse sua parte, o mundo poderia ser um lugar muito melhor.
“Estenda a mão mesmo que o outro recuse. Pelo menos você fez a sua parte”
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