terça-feira, 21 de maio de 2013

Amar humanamente ou amar divinamente?

“Emily* e Thomas* eram casados há muitos anos, e tinham um filhinho ainda pequeno. Emily era uma mulher linda, uma ótima esposa e dona de casa, uma mãe excepcional, trabalhadora, carinhosa, caprichosa e sempre cuidava de tudo nos mínimos detalhes, sempre pensando em sua família. Como qualquer casal normal, Emily e Thomas também tinham suas diferenças, mas não era nada de muito relevante. Thomas era um bom pai e um bom marido, de uma forma geral. Nunca havia deixado faltar nada de essencial em sua casa, e sempre procurou a felicidade de sua esposa, pois ela fazia de tudo para o ver feliz também.
Passado algum tempo, Thomas reencontrou uma velha amiga de infância que trabalhava num prédio ao lado do seu. E conforme o passar dos dias, os encontros começaram a ser mais frequentes. Thomas passou a tomar café com sua velha amiga no intervalo do trabalho, e percebeu que as coisas entre eles não haviam mudado. Mesmo com o passar dos anos, a amizade e os gostos em comum continuavam ali. No pensamento de Thomas, ele não achava necessário contar à esposa sobre sua amiga. Isso ocasionaria uma crise de ciúmes, discussões, e ele teria de se afastar. Thomas não queria mais se afastar. Ela era legal, bonita, e estava encantada por ele. Ele estava provando pra si mesmo que ainda possuía dentro dele o “poder de conquistar”. 
Essa mulher não tinha todas as qualidades de Emily. Estava apenas encantada por reencontrar aquele amigo que cresceu com ela e relembrar dos momentos bons que passaram juntos na infância. Ela não pretendia casar com Thomas, e nem se submeter a assumir um compromisso com um cara divorciado e que já tinha filhos; isso era demais pra ela. Ainda assim, tomou a decisão de seduzir Thomas, somente para desencargo de consciência. Thomas amava Emily, mas no seu momento de fraqueza, não pensou duas vezes, e a traiu. Pouco tempo depois, Emily descobriu a traição do marido, entrou na justiça, pediu o divórcio e a guarda do filho”. 

Quando paramos para observar esse quadro, não percebemos nada de muito novo. Divórcios passaram a ser cada vez mais comuns, uma vez que as pessoas já podem até realizá-los pela internet, se quiserem. Numa visão feminina, todas concordariam que no lugar de Emily, fariam a mesma coisa. Mas nesse momento, quero levá-los a enxergar essa situação através de uma nova ótica: o amor divino. Vocês já pararam para pensar em quantas vezes nós “traímos” Jesus Cristo no nosso dia a dia? Trocamos o amor Dele, por qualquer coisa... Por músicas, por pessoas, pelo nosso trabalho ou faculdade, pela nossa banda favorita, pela novela, pelo futebol... Agora, vocês já imaginaram se cada vez que traíssemos o Senhor, ele nos pedisse a “separação”, nos rejeitasse, passasse a nos odiar por isso e levasse com Ele de volta todas as bençãos que nos deu durante a vida toda? 
O que falta no mundo atualmente, são pessoas que olhem uns aos outros com os olhos de Cristo. Pessoas que tratem o outro como se fosse o próprio Jesus ali, frente a frente. Pessoas que deem o melhor de si para ver o bem do outro, por mais que ele não mereça. Afinal, nós também não merecemos o amor divino, e mesmo assim, Deus nos amou incondicionalmente. O amor humano não é completo. Ele é falho e superficial. Não perdoa algumas atitudes, se magoa facilmente, se troca por algo melhor e depende das circunstâncias.
O amor divino envolve sim o amor próprio, mas também envolve “oferecer a outra face”, perdoar verdadeiramente. Amar divinamente é um favor não merecido, que não se mede, não cobra e não se agradece... Se retribui. E SIM, há possibilidade de se amar divinamente as pessoas! 
Que Deus coloque em nós amor ao próximo, assim como Ele decidiu nos amar. Que possamos enxergar outros, do mesmo modo que Deus os vê, por mais difícil que seja. 

* Nomes meramente fictícios, escolhidos aleatoriamente.

"Amigos, se foi assim que Deus nos amou,
 então nós devemos nos amar uns aos outros."
(I João 4:11)


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